É isso mesmo. Se você é contratado em regime CLT e já pensou em fazer uma proposta ao seu gerente ou empresa para fazer algum trabalho em casa, deve ter ouvido como resposta algo parecido: “nós compreendemos sua situação, mas, infelizmente, trabalho em casa não é contemplado pela CLT”. E se procurou um advogado ou especialista, constatou com pesar que eles estavam certos. Apesar dos inúmeros benefícios que patrão e empregados poderiam usufruir com o chamado “home office”, não havia muito o que ser feito, pois, tanto um como o outro estraria desamparado, graças a nossa ultrapassada CLT, em vigor há mais de 60 anos. “Ta certo, mas o que mudou agora?”.
O Projeto de Lei da Câmara, de número 102/07, que estabelece a inclusão dessa modalidade de trabalho na CLT, recebeu parecer favorável da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Esse feito, ocorrido ontem, dia 9 (Quarta-Feira), ainda não está em vigor, pois deve ainda ser examinada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e pelo Plenário, mas já podemos ser otimistas. Trabalhadores das grandes metrópoles tem motivo ainda maior para torcer por essa proposta. Convivendo diariamente com enormes engarrafamentos e passando uma parte significativa do tempo se locomovendo de sua casa ao trabalho, o fato de poder estabelecer um “home office” implicaria em uma grande melhora de qualidade de vida, e consequentemente favorecendo uma melhor produtividade. Com isso, funcionário ganha, e empresa ganha, pois além de poder contar com uma melhor produtividade de seus empregados, a empresa poderá reduzir custos com energia, salas comerciais, benefícios(vale transporte) e outros. É lógico que, mesmo com a proposta de lei aprovada, nem todos os empregados poderão usufruir do benefício. Existem alguns cargos que exigem presença do funcionário na empresa, mas acredito que principalmente os profissionais de TI, como os da área de desenvolvimento e pesquisa, poderão ser beneficiados. Resta agora torcer para que as empresas recebam essa novidade com a cabeça aberta e saibam aproveitar os benefícios bilaterais que ela pode proporcionar, e, lógico, torcer pela rápida aprovação e publicação da nova lei.
Maiores informações podem ser obtidas no site do uol.
Agradecimentos ao meu amigo Jefferson pelo link.
Fonte da foto: http://www.asysci.com.br/
abril 10th, 2008 at 9:36 am
Motivos para que a produtividade aumente:
- não precisar se locomover por grandes distâncias;
- diminuição do estresse em atravessar essa distância;
- melhor aproveito do tempo, tanto antes, como depois do expediente;
- poder almoçar com muito mais qualidade;
- menor custo com vestuário, transporte e demais produtos usados quando saímos de casa;
- maior conforto pra realizar seu trabalho;
- maior aproveito do tempo, já que teoricamente, não haverá atraso pra entrada ao serviço.
Motivos para satisfação da empresa:
- menor custo com funcionários;
- funcionários produzindo mais, e com maior qualidade.
Enfim… a melhoria na qualidade de vida, se estenderia naturalmente pra vida profissional.
Claro que as pessoas envolvidas, precisam ter sua responsabilidades bem claras na cabeça. Pois a mudança seria principalmente do local de trabalho. O restante precisa continuar com seriedade e qualidade de hoje.
Vamos torcer pra que isso vire uma realidade o quanto antes, pois todos ganhariam com essa mudança.
abril 10th, 2008 at 9:48 am
Bem complementado caro Jefferson…digo…Pensador. =]
abril 10th, 2008 at 10:31 am
[...] Douglas faz mais comentários sobre este [...]
maio 7th, 2008 at 11:36 pm
Concordo e discordo.
Concordo com qualidade de vida e outros benefícios mas atenção para algumas regras. O ritual de se arrumar [se preocupar em escolher uma boa roupa para fazer bonito no trabalho, usar maquiagem - no caso das mulheres - se barbear diariamente - no caso dos homens -] é fundamental que continue sendo cumprido mesmo para se trabalhar em casa. Todos sabemos que as roupas, ou, como nos vestimos revela nitidamente nosso estado de espírito, e às vezes, como somos obrigados a passar por esse rito diariamente ele acaba por influenciar o nosso próprio estado de espírito. Então, sem essa de ficarmos aqui fazendo apologia do trabalhar com pijama ou de agasalho, que economizaremos roupas, perfumes, maquiagem e creme de barbear. É preciso mantermos essa parte bem disciplinada (acordar cedo e aproveitar o tempo que gastaríamos no transito para nos informamos, ler mais, fazer uma boa alimentação matinal, estudar um assunto, fazer uma ginástica]. É preciso agregar algo para significar tempo ganho, caso contrário só ficaremos um pouco mais ocioso.
maio 8th, 2008 at 6:48 am
Bem pertinente o seu comentário Clever. Eu concordo que deve existir uma distinção clara entre ambiente de trabalho e casa, mesmo que os dois ambientes fisicamente sejam o mesmo. Quanto a aproveitar o tempo se atualizando, lendo e etc, isso é ótimo, mas também não podemos esquecer que a vida não é só isso. Passamos tempo demais trabalhando e estudando e esquecemos do principal: de viver, de ficar com as pessoas amadas. Pessoas como eu, que trabalham e estudam, acabam ficando uma parcela muito pequena com os entes queridos e seria muito proveitoso mudar isso. Faria bem para corpo e alma, e, consequentemente, trabalharíamos melhor.
Abraço.
outubro 3rd, 2008 at 4:23 pm
Isso é mesmo muito bom!