Foi anunciado essa semana pelo Instituto Fraunhofer, da Alemanha, um novo formato para codificação de audio digital, o HD-AAC. Esse novo formato promete tornar o uso dos padrões de codificação utilizados em CD obsoletos, e o motivo é bem claro: o cd é gravado em 16 bits e 44.1 KHz e o novo formato utiliza 24 bits e 96 KHz, ou seja, o HD-AAC proporciona uma qualidade de som muito melhor. Esse novo processo de codificação preserva cada bit de informação, sem compressão, e, consequêntemente, sem perda.
“Os consumidores poderão comprar conteúdo em lojas online de música com som melhor do que os CDs, e preservar sua coleção atual de CDs para o futuro codificando-a em HD-AAC” (Harald Popp - Instituto Fraunhofer)
Com o lançamento de tecnologias como HD-DVD e Blu-ray era de se esperar que novas tecnologias de codificação para audio fossem anunciadas, e ao meu ver até que demorou pra surgir algo com resultados significativos. Segundo Popp - Instituto Fraunhofer, o codec HD-AAC já está disponível para PC e dispositivos.

Figura: Dependendo das necessidades dos diferentes estágios de uma transmissão, a taxa de dados de HD-AAC pode ser ajustada em incrementos finos.
Fonte: http://www.iis.fraunhofer.de/EN/bf/amm/projects/lossless/index.jsp
janeiro 13th, 2008 at 7:48 pm
Muito boa-noite. Fico feliz com esta notícia. Preocupo-me com o aumento da qualidade e com a pureza do som. Digamos que, não sendo audiófilo por falta de conhecimentos técnicos, prezo um som absolutamente irrepreensível. Pena é que ainda não se possa experimentar. Ou existe alguma informação sobre como e onde baixar? Não me importaria de ser “cobaia” deste programa. Cumprimentos, José Manuel Ramose
janeiro 13th, 2008 at 7:58 pm
Boa Noite Manuel Ramos. Muito grato pelo comentário. Antes de publicar o artigo sobre o HD-AAC também procurei informações sobre onde baixar algum exemplo de arquivo codificado com essa nova tecnologia, mas infelizmente não encontrei. No site do fabricante o artigo original pede para entrar em contato com Mr. Ralf Geiger para obter maiores informações sobre a tecnologia pelo endereço http://tinyurl.com/3984et.
Um abraço.
janeiro 15th, 2008 at 9:35 am
Vai ser bom pra quem gosta de som digital, não eu. Mas é bom lembrar aos navegantes que isto NÃO É UMA MÍDIA FÍSICA, é um programinha (um fichário evoluído como o mp3), susceptível de corrupções de dados e com a infeliz pecha da compressão de áudio, inerente a QUALQUER formato digital, que não preserva a originalidade e fidelidade do sinal de áudio original, como no LP. Resolução MÁXIMA DE ÁUDIO, só o LP oferece. Estabilidade de registros (eles são lidos sempre da mesma forma em qualquer audição - não há essa mentira de desgaste de sulco de LP), repetindo, estabilidade de registros de áudio só no LP, além da preservação na íntegra dos harmônicos de cada nota (Compostos Harmônicos de Fourier) e consequentemente, som o mais próximo possível do real e com GRAVES, coisa que nenhuma mídia digital até hoje (com tudo isso que já foi dito e mais a limitação em 0 dB que força uma compressão nos picos (na gravação analógica essa ultrapassagem pode ser feita sem causar danos, até +3 dB, até + 5dB - com alguma compresão já nesse ponto). Mas estão de parabéns os que gostam do metálico e sem graves, som digital, que eu particularmente, nem aguento escutar.
janeiro 15th, 2008 at 9:42 am
Para completar: A gravação totalmente analógica permite uma saturação controlada que possibilita mais graves. (Ao LP, à Fita). Gostaria de informar uma curiosidade aos neófitos no assunto: V. sabia que quase todas (99%) das gravações digitais são “esquentadas” (para terem um som mais quente, masi próximo ao real e menos metálico) em Gravadores de Rolo de 12 polegadas de diâmetro de Reel (Carretel), fita de 2 polegadas de largura rodando a 30 ips? (30 polegadas por segundo?) É, isso o “mundo digital” não fala e nem credita ao som analógico. Grava-se assim CD, DVD-A, SACD e SACD-Híbrido. e agora o mocinho novo, o HD AAC.
janeiro 15th, 2008 at 2:04 pm
Muito interessante seu discurso Joaquim. Felizmente eu peguei a era do Vinil e ainda me lembro de como era, e tenho inclusive vários discos em casa. Não conhecia o processo de esquentar a gravação digital. Muito obrigado pelas informações.
Abraço.
fevereiro 16th, 2008 at 5:06 pm
Foi um otimo comentario, eu por exemplo uso um ford 29 q eh melhor q qualquer carro da atualidade, estao de parabens por colocarem luz nessa discussao…
fevereiro 16th, 2008 at 7:32 pm
Douglas e Delúbio, obrigado. E por favor, se gostaram do que escrevi, visitem meu blog (site) http://vinilnaveia.blogspot.com e ao final, vejam outros links de áudio de outros blogs meus e limpeza de vinis. http://limpezadevinis.blogspot.com ABRAÇOS, JOAQUIM.
fevereiro 16th, 2008 at 7:34 pm
Eu que agradeço Joaquim. Já estou dando uma olhada em seu blog.
Abraço.
setembro 24th, 2008 at 12:40 am
Já estava na hora de isto acontecer, por parte da Fraunhofer IIS. Desde 2002 ou 2003, Microsoft já vinha implantando em seu arsenal de codecs WM9 series, o WMA sem perda, que na minha opinião foi muito bem vindo para aqueles que não se dão por satisfeitos em escutar um simples MP3 no Windows Media Player. Aí, neste período, também surgiu o FLAC e o Apple Lossless, este último aliás é codificado em um contenedor MP4. O FLAC, para o momento, parece ser a opção em matéria de “compressão sem perda”, por ser o mais suportado pelos dispositivos, especialmente os chamados servidores de música digital, tipo “Squeezebox”, “Sonus” e etc e, claro, pela eficiência em decodificação que o WMA Lossless já não tem (observa-se a razão de a Sonus não dar suporte ao WMA lossless). Eu, inclusive, uso FLAC em minha biblioteca, sim Sinhô… Ah! Esqueci de dizer que FLAC é de código aberto, daí o “F” em sua sigla (free lossless audio codec). Josh Coason é o desenvolvedor deste formato. Aliás, ele não é nenhuma peça intocável, não. Vez ou outra ele está no hydrogenaudio.org, um site onde se discute, exatamente, compressão de áudio.
Só acho que demorô um bocado para a Fraunhofer atingir tal objetivo. Me parece que o esquema de compressão do HD-AAC é a mesma usada pelos mencionados acima, não é mesmo? Dados PCM comprimidos em 50%, ou coisa assim, não é? Mas, quem sabe, tal manifestação ajude a popularizar o conceito de baixar músicas em definição melhor que “AAC”, “MP3″, “WMA standard”, “Ogg Vorbis” e etc. A música agradece.
Mas, tão importante quanto estas coisas, esperamos que se produza mais boa música e menos lixo! Aí quem sabe isto faça sentido.
Paz,
Edu Camargo - cantor, compositor e tecladista.
http://www.myspace.com/educamargo.